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Medicamento é coisa séria!

O que é Cronofarmacologia e Qual o Melhor Horário para Tomar os Medicamentos

Qual o Melhor Horário para Tomar os Medicamentos? Qual a relação com o Relógio Biológico?

relogio_biologico
Foto: Site http://capinaremos.com/ / Reprodução
A Cronofarmacologia é a ciência que relaciona os efeitos das drogas no organismo de acordo com as alterações diurnas e noturnas, ou seja, estuda a hora mais adequada para tomar os medicamentos.

Está diretamente relacionada com as variações circadianas, ou seja, relaciona os efeitos das drogas com o "Relógio Biológico" do organismo.

O horário de ingestão do medicamento faz toda a diferença no tratamento, pois pode tanto aumentar a eficácia dele, como minimizar os seus efeitos colaterais.

Nosso organismo não é uma constante o dia inteiro: ele sofre inúmeras variações hormonais e, seu "Relógio Biológico" é resultado direto dos fenômenos ambientais periódicos e recorrentes, como as estações do ano, as fases da lua, as oscilações das marés e principalmente o Ciclo Dia/Noite, onde a LUZ é o fator determinante para o cérebro reproduzir esse ciclo de 24 horas.

A Cronofarmacologia ajusta a concentração dos medicamentos durante as 24 horas do dia, em sincronia com os ritmos biológicos dos seres vivos.

Este Ciclo Dia/Noite composto de 24 horas é chamado de
Ritmo Cicardiano ou Ciclo Cicardiano.


Relógio Biológico

Foto: Site Academia Wallstreet Fitness / Reprodução.
O Ritmo Biológico ou mais comumente chamado de Relógio Biológico pode ser classificado de acordo com sua frequência em: Circadiano, Ultradiano e Infradiano
  • Circadiano do latim "circa diem" "cerca de um dia" → O ritmo Circadiano dura 24 horas, e cada processo, como exemplo a atividade digestiva e controle hormonal se repete diariamente, quase sempre nos mesmos horários. [= 24h]
  • Ultradiano é aquele na qual as repetições ocorrem em menos de 20 horas, como a secreção da insulina. [ < 24h]
  • Infradiano, é o que ocorre em períodos maiores de 28 horas como o ciclo menstrual. [ > 24h ]
Para que haja ritmicidade circadiana endógena em um ser vivo, é necessário que alguma estrutura opere como um "marcapasso".
Dois pequenos aglomerados de neurônios no hipotálamo, constituem os marcapassos geradores da ritmicidade circadiana em mamíferos, ou seja, os relógios biológicos circadianos.
» São os Núcleos Supraquiasmáticos (NSQ).
cerebro
Foto: Site http://www.absoluteempowerment.com / Reprodução

O ajuste entre o meio ambiente e o relógio é feito por via neural. No caso dos mamíferos, incluindo o homem, a principal oscilação ambiental percebida pelo relógio biológico é a alternância CLARO-ESCURO. Existe uma via retino-hipotalâmica que informa aos NSQ a alternância claro-escuro.
Esta via retino-hipotalâmica atua de forma independente da visão e muitos sujeitos que são cegos totais, sem nenhuma percepção luminosa consciente, são capazes de ajustar o relógio biológico ao ciclo claro-escuro ambiental.

As imagens abaixo mostram onde acontece a percepção de Claro/Escuro pelos NSQ.
Onde leva indução ou inibição da produção do hormônio Melatonina.
nucleos_supraquiasmaticos
Foto: Site http://universe-review.ca/F10-multicell09.htm / Reprodução
Foto: Departamento de Fisiología, Escuela de Medicina, Universidad de Costa Rica / Reprodução

Melatonina

A alternância claro-escuro controla a biossíntese de melatonina, que é um hormônio liberado no período de escuro pela glândula pineal e tem como função básica informar ao organismo que está escuro, ou seja, temporiza as atividades do organismo.

Este hormônio é assunto para outro post que já estou produzindo!

Quando o medicamento é tomado no horário certo, seus efeitos são potencializados e os efeitos colaterais diminuem.

Para Cada Doença um Horário

A ciência que estuda os horários que as doenças se manifestam ao longo do dia se chama Cronopatologia.
Muitas doenças geram sinais e sintomas com início em determinadas horas do dia ou noite (ex. crise asmática, sinusite, Rinite Alérgica, Malária, etc.)

Veja os períodos de maior incidência de algumas doenças que ajudaram a estipular a posologia de medicamentos garantindo sua maior eficácia.
Asma

Maior incidência: Entre 0 h e 6 h, (primeiras horas da madrugada) com pico às 4 h.

Quando tomar o medicamento? A queda na produção de cortisol provoca uma contração nos brônquios pulmonares, que atinge o seu pico às 4 h. Para o remédio fazer efeito às 4 h, os médicos recomendam que ele seja administrado pelo menos 8 horas antes, ou seja, às 20 h.
Diabetes

Maior incidência: Entre 3 h e 6 h.

Quando tomar o medicamento? As crises costumam piorar de madrugada. O ideal é que o remédio seja prescrito à noite. Mas é preciso estar sempre bem alimentado, caso contrário, o indivíduo poderá sofrer uma crise de hipoglicemia.
Artrite

Maior incidência: Entre 6 h e 8h pela manhã.

Quado tomar o medicamento? Para ter um efeito melhor no organismo, o ideal é que o remédio seja administrado sempre à noite.
Hipertensão e Doenças Cardiovasculares

Maior incidência: Entre 6 h e 12 h, com pico às 9 h.

Quando tomar o medicamento? A partir das 6 h, o corpo ganha uma sobrecarga de cortisol, que provoca elevação na frequência cardíaca. O medicamento deve ter ação prolongada e ser tomado antes de dormir.
Fonte: http://revistavivasaude.uol.com.br/saude-nutricao/94/artigo208171-1.asp/

A ilustração abaixo nos mostra alguns exemplos de melhores horários de para tomar os medicamentos de acordo com a doença.

Foto: Site Folha de São Paulo - Seção Equilíbrio e Saúde / Reprodução


Qual o melhor Horário para se tomar Café

Foto: Site TRABAJEMOS.CL / Reprodução
O café, uma das bebidas mais consumidas no mundo todo, contém uma substância chamada cafeína em sua composição.

A cafeína é um agente farmacológico encontrada no café, chá e refrigerantes. Sua popularidade pode ser atribuída aos seus efeitos no sistema nervoso, incluindo a sua capacidade de aumentar as taxas de liberação de dopamina. A cafeína também ativa o eixo de estresse, elevando os níveis de glicocorticóides e catecolaminas, junto com um aumento da pressão arterial.
A ingestão de cafeína durante períodos de estresse pode contribuir para a duração e magnitude da pressão arterial e da respostas endócrinas ao estresse.


Um dos princípios fundamentais da farmacologia é usar uma droga quando ela é necessária. Caso contrário, pode-se desenvolver tolerância a uma droga administrada na mesma dose.

Em outras palavras, a mesma xícara de café da manhã pode se tornar menos eficaz se for tomada em excesso e se coincidir como os horários de pico de produção endógena de cortisol.

Você já aprendeu neste post que o nosso organismo possui um relógio biológico onde o aumento ou diminuição da produção de hormônios obedece determinados horários do dia.

Em relação ao café, devido à presença da cafeína e os efeitos que esta substância causa em nosso corpo devemos nos ater a alguns horários que são melhores para ser ingerido.

A imagem abaixo nos mostra os melhores horários para se ingerir o café sem interferir diretamente na produção de cortisol e nem gerar tolerância. Ou seja, define o melhor horário para podermos tomar o nosso cafezinho de todo dia e ter a melhor experiência de seus efeitos em nosso organismo.
Foto: Site http://en.ilovecoffee.jp/posts/view/110 / Reprodução

Portanto, seu café será, provavelmente, mais eficaz se você apreciá-lo entre 09:30h - 11:30h, quando seus níveis de cortisol estão caindo e antes do próximo pico.
Steven Miller


Leitura Complementar:

♦ Cronobiologia: conheça as horas mais propícias pra cada atividade no seu dia-a-dia


Fontes:
Links sobre o café:
  • http://www.forbes.com/sites/anthonykosner/2014/01/05/why-the-best-time-to-drink-coffee-is-not-first-thing-in-the-morning/
  • http://neurosciencedc.blogspot.jp/2013/10/the-best-time-for-your-coffee.html
  • http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC2257922/#R5

7 Regras para Você cuidar bem da sua Farmácia Caseira

Confira estas 7 regrinhas básicas para aprender a cuidar bem da "farmacinha" da sua casa!
#usoracional #cuide_da_sua_saude















Oriente Bem o Seu Cliente Neste Tempo Seco


orientacao farmaceutica

Para diminuir os problemas causados pelo tempo seco, é preciso redobrar os cuidados com a saúde. A umidade relativa do ar associada ao tempo quente, além de causar ressecamento dos olhos, da pele, da boca e das narinas, colabora com o aparecimento de quadros alérgicos, doenças virais e bacterianas. O organismo exige mais dos pulmões e das vias superiores, pedindo para que o trabalho seja redobrado para manter a umidade do corpo. Este esforço causa irritação local, desencadeia ou agrava enfermidades como asma, rinite, bronquite, laringite, faringite, sinusite, pneumonia, gripes e resfriados. Além disso, como é necessário gastar mais água para umidificar as vias respiratórias, o intestino é afetado, o que pode ocasionar diarréia.
Mesmo com a chegada das chuvas estas orientações são muito importantes para você segui-las em épocas de tempo seco.

Dicas importantes:

» Ingestão de líquidos. Para não ter problemas de desidratação nesta época seca, um adulto ou idoso (que não tem restrições médicas ao líquido) deve ingerir cerca de três litros de água por dia. Para as crianças, vale uma regrinha básica: 30 ml de água para cada quilo. Se um bebê pesa dez quilos, deve tomar 300 ml. Vale lembrar que sucos e frutas também são bem-vindos para quem quer se hidratar.

» Evitar o ar-condicionado e as mudanças bruscas de temperatura.

» Evitar exposição excessiva ao sol e não praticar atividades físicas ao ar livre entre às 10h e 16h. Os exercícios físicos não devem ser praticados das 11h às 15h. E se tiver que caminhar, prefira andar na sombra, abusar do protetor solar e usar muito hidratante. Também é bom evitar banhos quentes e muito demorados. O uso excessivo de sabonete resseca a pele, e a água quente também.

» Outra medida que ajuda na prevenção das doenças decorrentes do tempo seco é a utilização de umidificadores de ar dentro de casa ou do local de trabalho. O aparelho precisa estar bem higienizado, ser limpo diariamente. Também deve ser colocado no ambiente mais alto do cômodo. E é importante mudá-lo de local sempre que possível, pois se o jato de água que os umidificadores liberam cair sempre no mesmo lugar, pode gerar terreno fértil para os bolores. Para quem não tem o aparelho, vale utilizar uma bacia cheia de água ou toalhas molhadas para deixar o ar mais úmido.

» Quem quer melhorar a respiração e a visão, pode aplicar soro fisiológico nas narinas e nos olhos, sempre que houver desconforto.

» Deixar as janelas abertas para favorecer a circulação de ar, limpar o chão e os móveis da casa com panos úmidos (para evitar acúmulo de pó). Cuidados simples podem fazer toda a diferença. Mas se mesmo após todos estes procedimentos a pessoa desenvolver qualquer uma das patologias alérgicas, virais ou bacterianas, procurar o médico e não se automedicar.

Como agir com Responsabilidade no Balcão da Drogaria

  • Podemos indicar o soro de rehidratação oral, dessa forma, prevenindo uma desidratação do cliente.;
  • Orientar que  soro fisiológico para uso externo deve ser guardado na geladeira;
  • Sugerir a compra de um umidificador de ar para o cliente manter o ambiente da sua residência com mais humidade;
  • Para quadros de diarréia, a recomendação é sempre usar repositores de flora (floratil, repoflor, enterogermina – para criança é ótimo, pois não tem sabor, nem cheiro; leiba, florax, entre outros), além do soro de reidratação oral;
  • Quando diarréia é acompanhada de febre, a orientação é procurar a unidade de saúde o mais rápido possível, pois pode se tratar de uma infecção.

Cynthia Rafaela Generoso
CRF/MG 11.611

Ebola - Informações e Infográficos para ajudar Você a Entender Melhor sobre este vírus Mortal


O vírus Ebola tem causado muita preocupação no mundo todo nestes últimos dias.
Então, resolvi pesquisar algumas informações que considero importantes divulgar aqui no blog para as pessoas se informarem e se prevenirem.
E se Deus quiser não teremos uma epidemia mundial deste vírus.

Ebola - Informações e Infográficos para ajudar Você a Entender Melhor sobre este vírus Mortal

Começarei por informações já divulgadas pelos sites oficiais brasileiros.

Ebola – Perguntas e Respostas

1 - O que é a doença causada pelo vírus Ebola?

A doença do vírus Ebola (anteriormente conhecida como febre hemorrágica Ebola) é uma doença grave, muitas vezes fatal, com uma taxa de letalidade que pode chegar até os 90%. A doença afeta os seres humanos e primatas não-humanos (macacos, gorilas e chimpanzés). O Ebola foi identificado pela primeira vez em 1976, em dois surtos simultâneos: um em uma aldeia perto do rio Ebola, na República Democrática do Congo, e outro em uma área remota do Sudão. A origem do vírus é desconhecida, mas os morcegos frugívoros (Pteropodidae) são considerados os hospedeiros prováveis do vírus Ebola.

2 - Como as pessoas são infectadas com o vírus?

O Ebola é introduzido na população humana por meio de contato direto com o sangue, secreções, órgãos ou outros fluidos corporais de animais infectados. Na África, os surtos provavelmente originam-se quando pessoas têm contato ou manuseiam a carne crua de chimpanzés, gorilas infectados, morcegos, macacos, antílopes florestais e porcos-espinhos encontrados doentes ou mortos ou na floresta.

3 - O vírus Ebola passa de pessoa para pessoa?

Depois que uma pessoa entra em contato com um animal que tem Ebola, ela pode espalhar o vírus na sua comunidade, transmitindo-o para outras pessoas. A infecção ocorre por contato direto com o sangue ou outros fluidos corporais ou secreções (fezes, urina, saliva, sêmen) de pessoas infectadas. A infecção também pode ocorrer se a pele ou membranas mucosas de uma pessoa saudável entrarem em contato com objetos contaminados com fluidos infecciosos de um paciente com Ebola, como roupa suja, roupa de cama ou agulhas usadas. Cerimônias fúnebres em que os enlutados têm contato direto com o corpo da pessoa falecida, como é comum em comunidades rurais de alguns países africanos, também podem desempenhar um papel importante na transmissão do Ebola. Pessoas que morreram de Ebola devem ser manipuladas apenas por quem esteja usando roupas de proteção e luvas. O corpo deve ser enterrado imediatamente.

O vírus Ebola não é transmitido pelo ar.

4 - Quais os riscos para os profissionais de saúde que cuidam dos doentes?

Os profissionais de saúde têm sido frequentemente expostos ao vírus ao cuidar de pacientes com Ebola na África. Isso acontece quando eles não usam adequadamente equipamentos de proteção individual, como luvas e máscaras. Os profissionais de saúde devem seguir rigorosamente as precauções de controle de infecção recomendados. Além dos cuidados usuais, os trabalhadores de saúde devem aplicar estritamente as medidas de controle de infecção para evitar a exposição a sangue infectado, fluidos ou ambientes e objetos contaminados - como a roupa suja de um paciente ou agulhas usadas. É recomendado o uso de equipamentos de proteção individual, tais como aventais, luvas, botas, máscaras e óculos de proteção ou protetores faciais; não devem reutilizar equipamentos ou roupas de proteção, a menos que tenham sido devidamente desinfectados; devem trocar as luvas ao passar de um paciente para outro.

Procedimentos invasivos que podem expor os médicos, enfermeiros e outros à infecção devem ser realizado sob estritas condições de segurança. Os pacientes infectados devem ser mantidos separados dos outros pacientes e pessoas saudáveis, tanto quanto possível. A dificuldade de manter esses padrões adequados nos serviços de saúde dos países africanos acometidos tem propiciado a infecção em profissionais de saúde.

5 - Quando uma pessoa passa a transmitir o vírus a outra?

O período em que a pessoa infectada pode transmitir só inicia após o surgimento dos sintomas. Durante o período de incubação, a pessoa não transmite o Ebola. As pessoas podem infectar outras enquanto seu sangue e secreções contiverem o vírus. Por esta razão, os pacientes infectados têm que ser cercados de cuidados específicos para evitar que profissionais de saúde ou parentes e amigos que os visitam no hospital entrem em contato com o sangue e secreções.

6 - Quem corre mais risco?

Durante um surto, como o que agora ocorre na Libéria, Serra Leoa e Guiné, as pessoas com maior risco de infecção são os profissionais de saúde (que atendem pacientes sem seguir as medidas de proteção adequadas); membros da família ou outras pessoas que têm contato próximo com as pessoas infectadas; pessoas que têm contato direto com os corpos dos mortos como parte de cerimônias fúnebres e caçadores que entram em contato com animais mortos encontrados na floresta.

7 - Quais são os sinais e sintomas do Ebola?

O início súbito de febre, fraqueza intensa, dores musculares, dor de cabeça e dor de garganta são os sinais e sintomas típicos. A pessoa infectada também tem vômitos, diarreia, disfunção hepática, erupção cutânea, insuficiência renal e, em alguns casos, hemorragia tanto interna como externa. O período de incubação, ou o intervalo de tempo entre a infecção e o início dos sintomas, pode variar de dois até 21 dias. Os pacientes tornam-se contagiosos apenas quando começam a apresentar os sintomas. Eles não são contagiosos durante o período de incubação. A confirmação dos casos de Ebola é feita por exames laboratoriais específicos.

8 - Qual é o tratamento?

Não há tratamento específico que cure o Ebola. Alguns tratamentos experimentais têm sido testados, mas ainda não estão disponíveis para uso geral. Os pacientes de Ebola requerem tratamento de suporte intensivo, realizado em hospitais de referência para tratamento de doenças infecciosas graves. Eles geralmente ficam desidratados e precisam de fluidos intravenosos ou de reidratação oral com soluções que contenham eletrólitos. Alguns pacientes podem se recuperar se receberem tratamento médico adequado. Para ajudar a controlar a propagação do vírus, as pessoas suspeitas ou confirmadas de ter a doença devem ser isoladas de outros pacientes e tratadas por profissionais de saúde usando equipamentos de proteção.

9 – Como prevenir a infecção pelo Ebola?

Atualmente não há nenhuma vacina para a doença do vírus Ebola. Várias vacinas estão sendo testadas, mas nenhuma delas está disponível para uso clínico no momento. Nos países onde existe transmissão do Ebola, a melhor maneira de se prevenir é evitar contato com o sangue ou secreções de animais ou pessoas doentes ou com o corpo de pessoas falecidas em decorrência dessa doença, durante rituais de velório.

10 - É seguro viajar durante um surto?

A Organização Mundial da Saúde não recomenda restrições de viagens para os países que apresentam transmissão porque o risco de infecção para os viajantes é muito baixo, já que a transmissão de pessoa a pessoa só se dá com o contato direto com os fluidos corporais ou secreções de um paciente infectado. Além disso, a transmissão ocorre, principalmente, em vilas e povoados de áreas rurais. Pessoas que viajam a trabalho para as capitais ou cidades desses países devem evitar qualquer contato com animais ou com pessoas doentes. Os profissionais de saúde que viajam para as áreas com transmissão, nesses países, devem seguir estritamente as medidas recomendadas pela OMS para o controle da infecção. Os brasileiros que residem nos países onde há transmissão do Ebola (Libéria, Serra Leoa e Guiné) devem evitar deslocamentos para as áreas rurais e vilas onde estão ocorrendo os casos, ficar alerta às informações e recomendações prestadas pelos Ministérios da Saúde desses países e evitar contato com animais ou pessoas doentes.

11. É possível termos casos de Ebola no Brasil?

Pelas características da infecção pelo Ebola, a possibilidade de ocorrer uma disseminação global do vírus é muito baixa. Desde sua descoberta em 1976, o vírus tem produzido, ocasionalmente, surtos em um ou mais países africanos, sempre muito graves pela alta letalidade, mas, autolimitados. A seriedade do atual surto é a sua extensão, atingindo três países e a demora em se atingir seu controle. Isso ocorre pela precariedade dos serviços de saúde nas áreas em que ocorre a transmissão, que não dispõem de equipamentos básicos de proteção aos profissionais de saúde e aos demais pacientes, bem como pelas práticas e tradições culturais de manter pacientes em casa, inclusive escondendo sua condição das autoridades sanitárias, e a realização de rituais de velórios em que os parentes e amigos têm bastante contato com o corpo do falecido.

No Brasil, não há circulação natural do vírus Ebola em animais silvestres, como em várias regiões da África.

12 – Como é feita a detecção de casos?

Como o período de transmissibilidade só começa depois que a pessoa inicia os sintomas e como todo caso de Ebola produz sintomas fortes que exigem que o doente procure um serviço de saúde, a detecção de casos pode ser feita oportunamente em locais com serviços de saúde e sistemas de vigilância estruturados, facilitando a interrupção da transmissão. Se uma pessoa vier de um país onde ocorre transmissão e apresentar a doença durante a viagem, a equipe de bordo aplica as normas internacionais vigentes, visando a proteção dos demais passageiros e informa às autoridades sanitárias do aeroporto ou porto de destino para a remoção e transporte do paciente ao hospital de referência, em condições adequadas.

13 – O que fazer se um viajante proveniente desses países africanos apresentar sintomas já no nosso país?

Se o deslocamento for realizado durante o período de incubação - quando a infecção ainda é indetectável - e só apresentar os sintomas da doença depois da chegada ao país, o serviço de saúde que for procurado por esse paciente deverá notificar imediatamente o caso para a Secretaria Municipal ou Estadual de Saúde ou à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A partir da identificação de que se trata de um caso suspeito, já são adotadas as medidas para proteção dos profissionais de saúde envolvidos no atendimento ao caso, bem como para evitar que a infecção seja transmitida para outras pessoas. O Ministério da Saúde recebe informações diárias da OMS para avaliar a situação do surto de Ebola na África ocidental e recomendar as medidas adequadas para a proteção de nosso país.

Fonte: Portal Saúde - Arquivo PDF Disponibilizado pelo Ministério da Saúde


Infográficos

Reuni aqui o máximo de infográficos que encontrei e achei relevantes sobre este vírus.
Espero que seja uma fonte de informação e até, quem sabe pode ajudar alguém em algum trabalho de escola ou até faculdade! ;-)


Ebola Transmissão e Evolução da Doença

Foto: Site Jornal O Tempo / Reprodução

Passos já dados pelo Homem no Combate ao Ebola

Foto: Site Jornal O Tempo / Reprodução

Como se proteger do Ebola

Foto: Site http://www.redeangola.info/multimedia/como-enfrentar-o-ebola/ Reprodução

O que o viajante precisa saber para se proteger do Ebola

Foto: Site http://www.redeangola.info/multimedia/como-enfrentar-o-ebola/ / Reprodução


O que faz o Ebola ser tão Mortal


Fonte: Site http://o.canada.com/ - Artigo:Africa’s Ebola outbreak ‘the worst crisis we’ve ever had’ / Reprodução


Ajude-nos a parar a propagação do vírus Ebola

Foto: Site http://www.infographicsarchive.com/ - Infographic: Help Stop The Spread of Deadly Ebola / Reprodução


Saiba tudo sobre o Ebola

Foto: Site http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2014-08/surto-de-ebola-mata-mais-de-120-profissionais-de-saude / Reprodução


Para Saber Mais sobre o Vírus Ebola e Fontes:

  • http://portalsaude.saude.gov.br/
  • http://www.tecnocurioso.com.br/2014/o-que-e/o-que-e-o-virus-ebola
  • http://newsinfo.inquirer.net/625331/ph-has-procedures-to-track-prevent-ebola-spread-doh
  • http://blog.citeab.com/ebola/
  • http://www.infographicsarchive.com/health-and-safety/infographic-help-stop-spread-deadly-ebola/
  • http://alternative-news.tk/dod-has-deployed-ebola-detection-kits-to-national-guard-units-in-all-50-states/

Outubro Rosa - Previna-se contra o Câncer de Mama

Navegando na internet encontrei esta imagem que foi o que me inspirou na busca de mais informações para postar aqui.

Esta imagem faz parte de uma campanha da Associação de Luta Contra o Câncer-ALCC de Moçambique e mostra 4 personagens de histórias em quadrinhos fazendo o auto-exame das mamas.

A Mulher Maravilha, Mulher Gato, Mulher Hulk e Tempestade. Muito legal!


Foto: Site Garotas Rosa Choque - Outubro Rosa [Choque] / Reprodução


Uma ótima forma de chamar a atenção das pessoas para a importância da prevenção do câncer de mama. O Outubro Rosa é um movimento internacional voltado à conscientização sobre a importância da detecção precoce do câncer de mama. Este movimento nasceu nos EUA no início da década de 90, mesma época em que o símbolo da prevenção ao câncer de mama, o laço cor-de-rosa, foi lançado pela Fundação Susan G. Komen for the Cure e distribuído aos participantes da primeira Corrida pela Cura, realizada em Nova York (EUA) e, desde então é promovido anualmente em diversos países.

O câncer de mama é uma doença causada pela multiplicação anormal das células da mama, que forma um tumor maligno. Essa doença assusta várias mulheres e a melhor forma de prevenção são os exames para detecção precoce.
Foto: Site womansgirls.com/ Reprodução

Algumas Informações Importantes sobre o Câncer de Mama

» Todas estas informações foram tiradas do site do Instituto Nacional do Câncer - INCA

No Brasil, as taxas de mortalidade por câncer de mama continuam elevadas, muito provavelmente porque a doença ainda é diagnosticada em estádios avançados. Na população mundial, a sobrevida média após cinco anos é de 61%.

Relativamente raro antes dos 35 anos, acima desta faixa etária sua incidência cresce rápida e progressivamente. Estatísticas indicam aumento de sua incidência tanto nos países desenvolvidos quanto nos em desenvolvimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), nas décadas de 60 e 70 registrou-se um aumento de 10 vezes nas taxas de incidência ajustadas por idade nos Registros de Câncer de Base Populacional de diversos continentes.

Números

O câncer da mama é o que mais acomete as mulheres em todo o mundo. Em 2013, esperam-se, para o Brasil, 52.680 casos novos da doença, com risco estimado de 52 casos a cada 100 mil mulheres. Em quatro das cinco regiões brasileiras, é o tipo mais comum entre as mulheres, sem considerar os tumores da pele não melanoma: Sudeste (69/100 mil), Sul (65/100 mil), Centro-Oeste (48/100 mil) e Nordeste (32/100 mil). Na Região Norte, é o segundo tumor mais incidente (19/100 mil), ficando atrás do câncer do colo do útero (23/100 mil).
Em 2014, para o Brasil, são esperados 57.120 casos novos de câncer de mama.

Detecção precoce

É importante que as mulheres, independentemente da idade, conheçam seu corpo para saber o que é e o que não é normal em suas mamas. Ao identificarem alterações suspeitas, devem procurar imediatamente um serviço de saúde para avaliação profissional.

Além de estar atenta ao próprio corpo, também é recomendado que a mulher faça exames de rotina de acordo com a sua idade. Esses exames podem ajudar a identificar o câncer antes de a pessoa ter sintomas. No Brasil, as orientações para detecção precoce do câncer de mama são:

Mulheres de 40 a 49 anos
Realizar o exame clínico das mamas anualmente.

Mulheres de 50 a 69 anos
Realizar exame clínico das mamas anualmente e mamografia a cada dois anos.

Mulheres com risco elevado para câncer de mama (caso na família de câncer de mama masculino; ter parente de primeiro grau [mãe, irmã, filha] que teve câncer de mama antes dos 50 anos; parente com câncer de mama bilateral (nas duas mamas) ou no ovário, em qualquer idade)
Conversar com o seu médico para avaliação do risco e decidir a conduta a ser adotada.

Programa de Qualidade em Mamografia

A mamografia é hoje a principal estratégia para o diagnóstico precoce do câncer de mama. O Ministério da Saúde (MS) instituiu, a partir deste ano, o Programa Nacional de Qualidade em Mamografia (PNQM), que visa a melhorar a qualidade dos 3,5 milhões de exames realizados anualmente (dados de 2012) no Brasil e aumentar a segurança no uso dos mamógrafos nos serviços públicos e privados do País. O programa tem caráter obrigatório para os mais de quatro mil serviços de mamografia em operação no País.


Lei 11.664, de 2008

Ao estabelecer que todas as mulheres têm direito à mamografia a partir dos 40 anos, a Lei 11.664/2008 que entrou em vigor em 29 de abril de 2009 reafirma o que já é estabelecido pelos princípios do Sistema Único de Saúde. Embora tenha suscitado interpretações divergentes, o texto não altera as recomendações de faixa etária para rastreamento de mulheres saudáveis: dos 50 aos 69 anos.

Leitoras do Farmacêutico Digital fiquem atentas à sua Saúde. Faça sempre o auto-exame e se cuide.
O câncer mata e o quanto antes for detectado maior a chance de cura.

#cuide_da_sua_saude

Atualizando: 

O site do INCA está com a nova campanha 2014 

Outubro Rosa 2014

Em 2014, a campanha do INCA no Outubro Rosa têm como objetivos:
• Divulgar informações sobre câncer de mama;
• Abordar mitos e verdades sobre prevenção e detecção precoce da doença;
• Informar sobre benefícios e riscos da mamografia de rastreamento, possibilitando que a mulher tenha mais segurança para decidir sobre a realização do exame.

Para Saber Mais (Atualizado)

Campanha Outubro Rosa 2014

O site da Campanha Outubro Rosa 2014 do INCA possui muitas informações úteis. Dentre elas estão alguns materiais da campanha 2014.

Clique na imagem para ir até o site

Resolvi postar aqui alguns dos materiais que considerei importantes:

Folder Informativo da Campanha 2014 » Link Original





Cartilha da Campanha Outubro Rosa 2014 - Câncer de Mama: É preciso falar disso » Link Original




Controle do Câncer de Mama

Neste site você pode aprender muito mais sobre estes temas abaixo relacionados ao câncer de mama:
Clique na imagem para ir até o site

Conceito e Magnitude | Fatores de Risco | Histórico das Ações | Objetivos do Programa | Ações de controle | Promoção da Saúde | Prevenção | Detecção Precoce | Tratamento | Cuidados Paliativos | Legislação | Textos de Referência | Impressos e Multimídia | Notas Técnicas | Fontes de Informação


Folder Informativo sobre o Câncer de Mama da Campanha Anterior » Link Original





Teste: O que você sabe sobre o Câncer?

Este é um site onde você pode testar os seus conhecimentos sobre o câncer e aprender mais sobre esta doença. Muito útil!




Imagens Originais das Personagens em Quadrinhos que Inspiraram este post

♥ Frase que está escrita em todas as imagens:
"Ninguém é imune ao câncer de mama.
Quando falamos sobre câncer de mama, não há mulheres ou supermulheres. Todo mundo tem que fazer o auto-exame mensal. Lute conosco contra o inimigo e, quando em dúvida, fale com o seu médico."

Mulher Maravilha

Foto: http://adsoftheworld.com/taxonomy/brand/alcc / Reprodução

Mulher Gato

Foto: http://adsoftheworld.com/taxonomy/brand/alcc / Reprodução

Mulher Hulk

Foto: http://adsoftheworld.com/taxonomy/brand/alcc / Reprodução

Tempestade - Storm

Foto: http://adsoftheworld.com/taxonomy/brand/alcc / Reprodução


Fontes:
♦ INCA
♦ Associação da Luta Contra o Cancer (ALCC) - Moçambique
♦ http://www2.inca.gov.br/wps/wcm/connect/tiposdecancer/site/home/mama/cancer_mama

Formas Farmacêuticas

FORMAS FARMACÊUTICAS

As formas farmacêuticas foram desenvolvidas para facilitar a administração de medicamentos a pacientes de faixas etárias diferentes ou em condições especiais, e para permitir seu melhor aproveitamento. Para uma criança, por exemplo, é melhor engolir gotas em um pouco de água do que um comprimido.

Além disso, a forma farmacêutica se relaciona à via de administração que vai ser utilizada, isto é, a porta de entrada do medicamento no corpo da pessoa, que pode ser, por via oral, retal, intravenosa, tópica, vaginal, nasal, entre outras.

Cada via de administração é indicada para uma situação específica, e apresenta vantagens e desvantagens. Sabemos, por exemplo, que uma injeção é sempre incômoda e muitas vezes dolorosa. No entanto, seu efeito é mais rápido. Lembre-se que não é apenas a forma do medicamento que é importante, a sua via de administração também deverá ser escolhida pelo médico, no ato da prescrição. No quadro abaixo estão relacionadas as vias de administração e as principais formas farmacêuticas existentes.

VIA DE ADMINISTRAÇÃO
FORMAS FARMACÊUTICAS
Via oral
Comprimido, cápsula, pastilhas, drágeas, pós para reconstituição, gotas, xarope, solução oral, suspensão.
Via sublingual
Comprimidos sublinguais
Via parenteral (injetável)
Soluções e suspensões injetáveis
Via cutânea (pele)
Soluções tópicas, pomadas, cremes, loção, gel, adesivos.
Via nasal
Spray e gotas nasais
Via oftálmica (olhos)
Colírios e pomadas oftálmicas
Via auricular (ouvidos)
Gotas auriculares ou otológicas e pomadas auriculares
Via pulmonar
Aerossol (bombinha)
Via vaginal
Comprimidos vaginais, cremes, pomadas, óvulos.
Via retal
Supositórios e enemas

FORMAS FARMACÊUTICAS SÓLIDAS

• CÁPSULAS

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É o armazenamento de uma ou mais substâncias químicas em recipientes de gelatina que pode ser mole (armazenando líquidos, semi-sólidos e sólidos) ou duro (armazenando sólidos). Há casos específicos em que a cápsula pode ser aberta e ser administrada na forma de pó, porém, isto só poderá ser feito com indicação médica e orientação do farmacêutico.
Em geral, não se pode abrir, quebrar ou triturar as cápsulas, pois o medicamento pode perder seu efeito.
Pode ser usada para mascarar sabor desagradável.

• COMPRIMIDOS

É a compressão de uma ou mais substâncias químicas na forma de pó ou grânulo.

Segue abaixo alguns tipos de comprimidos:


• COMPRIMIDOS DE REVESTIMENTO ENTÉRICO

Os comprimidos prontos são revestidos por um produto que garante sua passagem integra pelo estômago e chegando perfeito ao intestino onde irá se dissolver e iniciar sua ação.
O revestimento é necessário para os casos em que os medicamentos, quando em contato com o líquido ácido do estômago são destruídos e perdem imediatamente sua ação terapêutica. Pode ser utilizado também em casos de medicamentos que agridem a parede do estômago.

• COMPRIMIDOS SUBLINGUAIS

Os comprimidos são colocados, obrigatoriamente, embaixo da língua, e se dissolvem com auxílio da saliva e são absorvidos na própria boca. É usado no caso de medicamentos que, em contato com o líquido ácido do estômago são destruídos e perdem imediatamente sua ação terapêutica, também para aqueles que são pouco absorvidos pelo intestino.

• COMPRIMIDOS EFERVESCENTES

São comprimidos preparados com uma ou mais substâncias químicas associadas a alguns sais que liberam gases quando em contato com a água. Este mecanismo facilita o comprimido a desintegrar e a dissolver para ser absorvido.

• COMPRIMIDOS MASTIGÁVEIS

São comprimidos preparados para terem a sua desintegração facilitada pela mastigação. Depois de mastigados, eles são engolidos, para aí serem dissolvidos e absorvidos.

• COMPRIMIDOS DE AÇÃO LENTA/PROLONGADA

É um comprimido que possui um revestimento que controla a liberação da substância química. Isso permite que esses comprimidos, ao serem dissolvidos, iniciem sua ação lentamente de forma que seja prolongada/duradoura, mas somente quando ingeridos inteiros. Já um comprimido simples quando é totalmente dissolvido, sofre completa absorção e tem sua ação iniciada rapidamente.
São utilizados, geralmente, para doenças crônicas, podendo aumentar o intervalo entre as tomadas dos medicamentos em pacientes que precisam de altas doses por dia.
Um tipo de comprimido de ação lenta/prolongada é o chamado de “Oros”, esse comprimido permite a liberação lenta da substância ativa no organismo, o que garante a ação durante 24 horas. Uma vez concluído este processo, o comprimido vazio é eliminado pelo organismo através das fezes. Ex: Adalat® Oros.
Outro tipo de comprimido de ação lenta/prolongada é o chamado “Inserts”, usado em preparações oftálmicas, colocado no saco lacrimal, esses são colocados e retirados intactos, há liberação da substância química. Ex: Ocusert TM.

• DRÁGEAS

São comprimidos revestidos com açucares. Melhora a deglutição, aparência física e mascara o sabor do medicamento.
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• PREPARAÇÃO EXTEMPORÂNEA

São pós liofilizados ou grânulos, podem ser solúveis, resultando em soluções, ou insolúveis, resultando em suspensões.
São preparações para substâncias que não são estáveis na presença da água (se degradam facilmente depois de um curto tempo de contato). Assim, é necessário que as substâncias sejam acrescentadas à água filtrada ou fervida somente no momento da administração, para se fazer a solução ou suspensão. Geralmente, esses produtos devem ser utilizados por um período máximo de 14 dias após sua preparação, quando armazenado em geladeira. Se armazenado em temperatura ambiente esse período cai para 7 dias. Se não utilizado por completo dentro desses períodos e nessas condições, o que restar no frasco deve ser descartado. Ter atenção, pois há produtos com especificações diferentes.
Os granulados devem ser consumidos em no máximo 24hs após serem preparados.

FORMAS FARMACÊUTICAS SEMI-SÓLIDAS

As preparações tópicas semi-sólidas são para aplicação na pele ou em certas mucosas, para ação local ou penetração percutânea dos medicamentos, ou ainda por sua ação emoliente ou protetora.

• POMADAS OU UNGÜENTOS

São preparações semi-sólidas para aplicação externa que amolecem ou derretem à temperatura corpórea. A substância química sólida é geralmente inserida em uma base oleosa.
São usadas em regiões menores, com menos pêlos por serem muito oleosas, não é aconselhável aplicá-las em feridas abertas.

• PASTAS

Para aplicação externa na pele. Contém maior porcentagem de material sólido, por isso são mais firmes e espessas. Apresentam consistência macia e firme pela quantidade de sólidos, são pouco gordurosas e têm grande poder de absorção de água ou de exsudados.

• EMULSÕES OU CREMES

Preparações com parte de água e parte de óleo. Em comparação com as pomadas, são bem menos oleosas e se espalham facilmente. Portanto, são mais aplicadas para áreas extensas do corpo e também em regiões com pêlos.
As emulsões também são usadas por via oral para mascarar o sabor de medicamentos quando usadas por via oral, evitando o contato do óleo com as papilas gustativas.

• GÉIS

São preparações a base de água, portanto, não contém óleo. São utilizadas em regiões muito úmidas. Também são utilizados para reduzir a oleosidade da pele.

• SISTEMAS DE GÁS COMPRIMIDO OU AEROSSÓIS

São utilizadas em medicamentos e cosméticos.
Geralmente são soluções associadas a gases. Antigamente o gás mais utilizado era o CFC (clorofluorcarbono), pois ele não é inflamável, em contrapartida causam grande estrago para a natureza (uma pequena quantidade dele no ar é capaz destruir grande parte da camada de ozônio). Foi substituído atualmente pelos hidrocarbonetos (n-butano, propano, iso-butano), que são inflamáveis, mas pouco tóxicos e mais baratos. É importante alertar que as embalagens não devem ser descartadas fora do lixo, e não podem ser reutilizadas e abertas.

• SUPOSITÓRIOS

São formas farmacêuticas da consistência firme, de forma cônica ou ogival, destinadas a serem inseridas no reto, onde devem desintegrar-se ou derretem-se a temperatura do corpo, liberando a substância química. Pode ser para ação sistêmica devendo ser aplicado mais profundamente possível, ou local não sendo necessário aplicação profunda. Para ação local são utilizados em casos de dor, constipação, irritação, coceira e inflamação. Para ação sistêmica são utilizados em casos de pacientes com vômitos e que não engolem o medicamento, ou mesmo para cortar o vômito, e para medicamentos que se degradam no líquido ácido do estômago.

• ÓVULOS

Um tipo de supositório de uso vaginal.

• VELAS

Um tipo de supositório de uso uretral.

FORMAS FARMACÊUTICAS LÍQUIDAS

• SOLUÇÕES

São preparações em que há uma ou mais substâncias químicas dissolvidas em uma pequena quantidade de solvente (a substância que dissolve).

• SOLUÇÕES ORAIS

As soluções orais, necessitam de componentes que dêem cor e sabor ao líquido para tornar o medicamento mais agradável ao gosto. Podem ser administradas em gotas, ou com um volume bem definido, como, por exemplo, 5 mL (uma colher de chá). Elas podem ter cor, mas devem ser transparentes.

• SOLUÇÕES ESTÉREIS (INJETÁVEIS, COLÍRIOS..)

São preparações líquidas estéreis, ou seja, sem a presença de microorganismos. São colírios e medicamentos injetáveis. Não devem conter nenhum tipo de substância estranha e nem estarem turvas.

• TINTURAS

São medicamentos líquidos resultantes da extração princípios ativos de drogas vegetais e animais. Elas são preparadas à temperatura ambiente por percolação (droga vegetal na forma íntegra em contato com o solvente) ou maceração (droga macerada ou triturada em contato com o solvente). Os líquidos extratores ou “solventes” são: álcool, álcool/água, éter alcoolizado ou acetona.

• EXTRATOS FLUIDOS

São preparações oficinais líquidas obtidas de drogas vegetais e manipuladas de maneira que cada 1 mL contenha os princípios ativos solúveis de 1 g da droga respectiva, devidamente dessecada ao ar livre. Eles são preparados, em sua maioria, por um dos quatro processos gerais de percolação designados pelas letras A, B, C e D na Farm.Bras.II.

• ESPÍRITOS

São preparações líquidas com a essência da respectiva planta e álcool, de acordo com a seguinte fórmula geral.
                        Essência 50 mL (5% v/v)
                        Álcool 80% qsp 1000 mL
Observação: Quando se menciona apenas álcool, refere-se ao produto que contém cerca de 95% de etanol. É o álcool simples.

• XAROPES

São preparações a base de água, concentradas de açúcar, que contêm uma ou mais substâncias químicas. São usadas principalmente para substâncias com sabor muito desagradável e também para pacientes que têm dificuldade de ingerir comprimidos (crianças e idosos, por exemplo).

• ELIXIRES

São preparações líquidas à base de água e álcool e com sabor levemente adocicado, que contêm uma ou mais substâncias químicas.
São menos viscosos e, devido à presença de certa quantidade de álcool, são menos utilizadas atualmente.

• SUSPENSÕES

As suspensões são preparações em que as substâncias químicas não estão totalmente dissolvidas no meio líquido. Geralmente têm baixa capacidade de dissolução, por isso depositam-se no fundo do recipiente.
É essencial informar ao paciente que ele deve agitar o frasco antes de usar.


BIBLIOGRAFIA
»Site:http://www.fcf.usp.br/Departamentos/FBF/Disciplinas/Farmacotecnica/FORMAS1.htm Acessado em: 10/02/2006.
»Site: http://www.sinprafarmas.org.br/index.htm Acessado em: 29/09/2006
»Site: http://www.opas.org.br/medicamentos/docs/uso-med-acs.pdf Acessado em:20/10/2006
»Livro: Farmacologia Básica e Clínica – Bertram G. Katzung – Oitava Edição.
 
 
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